Por Gazeta web
Sandra Maria Ferreira, mãe de Maria Daniela Ferreira Alves, de 19 anos, fez um novo apelo nesta terça-feira (9), cobrando Justiça e a captura de Victor Bruno da Silva, de 18 anos, suspeito de estuprar e espancar a jovem em Coité do Noia. A vítima convive com sequelas em decorrência da violência sofrida há nove meses.
“Estou aqui pedindo Justiça por ela. Até hoje nada foi feito. O rapaz continua foragido. Peço pelo amor de Deus que se faça Justiça pela minha filha”, suplica Sandra Maria.
O caso foi a público após o pai de Daniela, Domingos Alves, divulgar um vídeo relatando que a filha foi vítima de um estupro em dezembro de 2024. Segundo a Polícia Civil, um laudo toxicológico da vítima indica a possibilidade de que ela tenha sido dopada antes da violência.
De acordo com o chefe de operações da Delegacia de Palmeira dos Índios, agente Diogo Martins, diversas substâncias foram encontradas no organismo da vítima.
"O laudo toxicológico chegou. Nele constavam diversas substâncias no sangue da vítima, dentre elas Prometazina, Loperidol, Diazepam e Fenitoína", contou ele.
A mãe de Daniela afirma que o “coração dói” e que só se mantém viva porque tem a filha para cuidar. A rotina inclui sessões de fisioterapia, além de uso de medicamentos como injeções. Segundo a mãe, o “cérebro de Daniela continua inchado”.
“O sofrimento é demais. A recuperação é lenta, mas quero Justiça. Quero que esse rapaz pague pelo que fez”, clama a mulher.
Em abril deste ano, a Polícia Civil pediu à Justiça a decretação da prisão de Victor Bruno, o que foi acatado. Dias antes, ele gravou um vídeo ao lado do pai, afirmando que manteve relações sexuais com Daniela, mas que a jovem tinha consentido, negando que tivesse a estuprado. Desde então, Victor Bruno foragiu e não foi mais encontrado.
De acordo com a versão apresentada pela família, Maria Daniela foi levada da casa de uma amiga até uma chácara situada no sítio Poção, zona rural de Coité do Nóia. O local pertence à família do acusado, que é filho de um empresário da região, proprietário de uma loja de veículos em Arapiraca.
O pai da vítima descreveu o sofrimento enfrentado pela filha após a violência. Segundo ele, a jovem passou cinco dias em coma e outros quatro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“Minha filha dirigia carro, dirigia moto, e hoje não faz nada disso. O cabelo dela foi cortado na emergência por conta do sofrimento que passou. Foi brutalmente espancada e veio para casa usando fraldas e cadeira de rodas”, afirmou.
Em julho deste ano, sete meses após o crime, o pai de Daniela voltou às redes sociais para cobrar respostas das autoridades e pedir apoio da população para que o agressor seja identificado e responsabilizado.
“Completou sete meses agora, no dia 7 [julho], que a Daniela foi estuprada, agredida e asfixiada. E o agressor que fez isso com ela continua solto”, dise o pai da vítima, com a voz embargada, reforçando o apelo: "Eu peço a todas as mães de família e a todos os pais de família que liguem para o Disque Denúncia. Esse rapaz precisa se explicar com a polícia.”


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