A operação deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (26), no Rio de Janeiro, contra o ex-governador Cláudio Castro (PL) por aportes bilionários de recursos previdenciários no Banco Master, elevou de vez a tensão no meio político alagoano. Nos bastidores, aliados do ex-prefeito de Maceió JHC (PSDB) já dão como certa a possibilidade de uma operação semelhante em Maceió, diante das semelhanças entre os casos e da escalada das investigações em diferentes estados.


A avaliação ganhou força porque, além da ofensiva desta terça no Rio, São Paulo também já registrou movimentações investigativas envolvendo operações financeiras ligadas ao Banco Master, ampliando a pressão nacional sobre casos envolvendo recursos públicos aplicados na instituição.


Em Maceió, o episódio envolve a aplicação de mais de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (Iprev) no Banco Master, operação realizada durante a gestão de JHC e que já é alvo de investigação da própria Polícia Federal. 


No Rio, a PF apura a aplicação de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master. A operação integra a oitava fase da Compliance Zero e foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tendo como alvo Cláudio Castro.


A leitura no meio político é de que a linha adotada pelos investigadores em outros estados amplia a pressão sobre Maceió, especialmente porque o caso local também envolve recursos previdenciários públicos direcionados ao mesmo banco.


O tema ganhou ainda mais repercussão após o senador Renan Calheiros (MDB) anunciar a apresentação de proposta no Senado para garantir o ressarcimento de fundos previdenciários atingidos pelo colapso do Banco Master, incluindo os recursos aplicados pelo Iprev de Maceió.