O vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, vive um dos momentos mais delicados de sua trajetória política após romper com o grupo do governador Paulo Dantas e retomar a aliança com o ex-prefeito de Maceió, JHC.
A mudança de posicionamento surpreendeu até aliados próximos e provocou consequências imediatas dentro da estrutura estadual. Com o afastamento político, indicações ligadas a Lessa perderam espaço no governo, incluindo dezenas de cargos comissionados ocupados por pessoas de sua confiança.
Na época da reaproximação com JHC, Ronaldo Lessa chegou a ser apontado como nome praticamente certo para ocupar a vaga de vice em uma futura chapa encabeçada pelo atual prefeito da capital alagoana ao Governo do Estado. No entanto, o cenário político mudou nos últimos meses.
A única movimentação concreta atribuída ao grupo de Lessa até agora foi a indicação do advogado João Folha para integrar a gestão do prefeito Rodrigo Cunha. Enquanto isso, novas articulações começaram a ganhar força nos bastidores.
Nos corredores da política alagoana, cresce a avaliação de que a aproximação de JHC com os deputados federais Arthur Lira e Alfredo Gaspar pode alterar completamente a composição da futura chapa majoritária. Entre as hipóteses debatidas, está a possibilidade de a vaga de vice ser destinada a um nome de Arapiraca, movimento que reduziria ainda mais o espaço político de Ronaldo Lessa dentro do grupo.
Mesmo diante das especulações, Lessa mantém o discurso de que continua sendo o principal nome para ocupar a vice de JHC e descarta publicamente a possibilidade de assumir posição de suplente ao Senado em chapas ligadas a Arthur Lira ou Alfredo Gaspar.
Sem espaço consolidado no governo estadual e ainda sem garantias no novo grupo político, Ronaldo Lessa passou a enfrentar um cenário de forte pressão e incertezas às vésperas das articulações eleitorais de 2026.


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