A pré-campanha de JHC (PSDB) ao Governo de Alagoas ganhou, nesta quinta-feira (11), um novo elemento de desgaste político. Um áudio obtido pela reportagem, que circulou em conversas de WhatsApp nos bastidores da política alagoana e rapidamente viralizou nas redes sociais, revela que uma pessoa e um grupo de aproximadamente 50 participantes teriam sido chamados para participar da agenda do ex-prefeito de Maceió no bairro Brasília, em Arapiraca, mediante o que ela própria denomina de “diária”.
Na gravação, encaminhada a uma liderança política da região, a pessoa demonstra preocupação com eventuais repercussões políticas caso o grupo compareça ao ato e busca orientação antes de confirmar a participação.
“Eu e uma turma de 50 pessoas foi chamada pra fazer uma diária (…) amanhã fazer a cena da Brasília (…) Você acha que se nós tem problema? (…) Porque se você disser que tem, nós não vai.”
Um padrão que passa a ser questionado
O episódio não surge de forma isolada. Nos últimos dias, uma sequência de relatos, vídeos e manifestações de lideranças políticas tem colocado em debate a logística das agendas de JHC pelo interior de Alagoas e a origem do público presente nos eventos.
Em Quebrangulo, por exemplo, um ex-vice-prefeito afirmou publicamente que grande parte das pessoas presentes no ato político não era do município e relatou a chegada de vans, micro-ônibus e ônibus transportando participantes de outras cidades.
Também passaram a circular informações sobre deslocamentos organizados de pessoas oriundas de Maceió e de outros municípios para reforçar a presença de público em agendas realizadas pelo interior do Estado.


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