Alagoas vai entrar nos últimos dias da eleição sob uma avalanche de pesquisas. Literalmente. Os registros mostram que o ritmo dos levantamentos aumentou de forma acelerada à medida que a eleição se aproxima. Em 24 de agosto, havia 16 pesquisas registradas no Estado ao longo de 2026. No início de setembro, o TRE de Alagoas já encontrava 27 registros no PesqEle.


Agora o volume cresceu ainda mais. Entre 15 e 27 de setembro, pelo menos 26 novos levantamentos aparecem registrados no sistema da Justiça Eleitoral, segundo consulta ao PesqEle. Só nos dias 26 e 27 foram registradas 11 pesquisas.

O ritmo ajuda a mostrar a evolução. Na segunda metade de agosto, foram a campo levantamentos de Quaest, TDL, Datasensus, Ranking, Paraná, Falpe, Índice Inteligência, Veritá e Datatrends, entre outros.

Na primeira quinzena de setembro, vieram novas rodadas de Ranking, Veritá, AtlasIntel, Índice Inteligência, TDL e Real Time Big Data. E, na segunda metade do mês, a quantidade de registros disparou. Isso sem falar nas pesquisas de consumo interno. Alguns insitutos, a exemplo do Ibrape, Ápice, Inape tem feito pesquisas não registradas para diferentes clientes.

A evolução

Até 24 de agosto: 16 pesquisas registradas no ano em Alagoas.

Em 2 de setembro: o TRE já encontrava 27 registros no PesqEle.

De 15 a 27 de setembro: 26 novos registros, segundo a relação atual do PesqEle.

Somente em 26 e 27 de setembro: 11 novas pesquisas.

Entre os levantamentos mais recentes estão novas rodadas de Paraná Pesquisas, Quaest, AtlasIntel, Real Time Big Data, Veritá, Ranking, Datatrends, TDL, Índice Inteligência e Datasensus.

É pesquisa para todos os gostos. E boa parte chegará quase ao mesmo tempo. Somente no sábado, 3, poderão ser divulgados resultados de 7 sonagens.

Isso transforma os próximos dias numa espécie de prova dos nove para os institutos. Ao longo da campanha, houve diferenças importantes entre os levantamentos. Alguns mostraram JHC numericamente à frente; outros deram vantagem a Renan Filho; outros apontaram empate. Para o Senado, as diferenças foram ainda maiores.

Não significa que uma mudança na última pesquisa seja necessariamente uma correção. O eleitor pode ter mudado, a campanha pode ter produzido efeito e os métodos são diferentes. Mas, inevitavelmente, os últimos números serão comparados com tudo o que cada instituto vinha mostrando.

Quem apresentou resultados muito diferentes da maioria terá sua última fotografia confrontada com as anteriores. E, depois, todos serão comparados com os resultados da urna.

O problema para o eleitor é outro. Com tantas pesquisas chegando praticamente juntas, em vez de clareza pode haver mais confusão. Em agosto, já havia pesquisa suficiente para acompanhar a tendência. Setembro transformou isso numa enxurrada. Na última semana, será quase uma overdose.

E talvez a pergunta deixe de ser “quem está na frente?” para virar outra: em qual pesquisa acreditar?